Acusada de sequestrar família de caseiro morto em Franca, SP, é presa após denúncia anônima

  • 06/08/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia Civil prende mulher acusada de sequestrar família de caseiro em Franca, SP A Polícia Civil prendeu, na tarde desta quinta-feira (6), Noemi Vitória de Sousa Rosa, ré no processo que apura o sequestro e cárcere privado da família do caseiro Milton de Sousa Prado, de 44 anos, morto em junho em Franca (SP). A prisão é mais um desdobramento de uma investigação que começou com o assassinato do caseiro e passou a envolver as mortes de dois jovens apontados como envolvidos no crime, o desaparecimento da filha de Milton e o sequestro de parentes dela. A filha dele, Maria Isabel Prado, segue desaparecida. Segundo informações apuradas pela EPTV, afiliada da TV Globo, Noemi foi localizada em uma casa no Jardim Aeroporto III, na Zona Sul da cidade, depois que a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) recebeu uma denúncia anônima de que ela estava escondida no imóvel. Contra Noemi havia um mandado de prisão preventiva. Segundo o delegado Gabriel Fernando, ela será encaminhada ao sistema prisional e ficará à disposição da Justiça. “A equipe da DIG foi até o local, havia um morador, ele reclamou um pouco. A princípio, tudo indica que ele já estava sabendo da situação dela e aceitou ela dentro de casa justamente para facilitar o esconderijo dela. A Noemi vai ser encaminhada para o sistema prisional, onde fica à disposição da Justiça”, afirmou o delegado. Noemi é apontada pela investigação como uma das envolvidas no sequestro da família de Milton. Segundo o delegado responsável pelo caso, ela vai responder inicialmente pelo crime de sequestro. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 Ribeirão e Franca no WhatsApp Noemi Vitória de Sousa Rosa foi presa na tarde desta quinta-feira (6) Reprodução/EPTV O advogado de Noemi, Thales Balbino, afirmou que ela nega participação no crime e que a defesa vai recorrer da decisão que determinou a prisão preventiva. “A gente está tentando brigar na questão da decretação da prisão preventiva dela. Ao ver da nossa equipe, essa decisão é totalmente genérica e se baseia somente nas palavras da vítima. Também não há a condição de ela estar aguardando esse processo presa, porque é até mesmo incompatível com uma prisão preventiva. Ela disse que não sabe e que também não tem participado de nenhum sequestro”, disse. Outras prisões Na última semana, a Polícia Civil prendeu Larissa Jhenifer Melo de Paula e Kauany Eduarda Melo Cruz. Elas foram levadas para a cadeia do Jardim Guanabara e passaram por audiência de custódia no sábado (1º). Segundo a investigação, elas estão entre as pessoas que tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça no processo do sequestro. Marcela Eduarda Melo de Paula seguia foragida até a última atualização desta reportagem. Outras duas investigadas, Ana Laura de Sousa Rosa Alves e Kelly Cristina Queiroz, tiveram a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar. Wellington Amorim da Silva foi preso em flagrante no dia 7 de julho, no imóvel onde parte da família de Milton foi encontrada em cárcere privado. Noemi Vitória de Sousa Rosa, Larissa Jhenifer Melo, Marcela Eduarda Melo de Paula, Ana Laura de Sousa Rosa Alves, Kauany Eduarda Melo Cruz e Kelly Cristina Queiroz Cardoso foram indiciadas em Franca, SP Divulgação Investigação complexa Entenda o caso da morte do caseiro e do sequestro de família em Franca, SP O assassinato do caseiro Milton de Sousa Prado deu origem a uma investigação que, em pouco mais de um mês, passou a envolver três mortes confirmadas, um sequestro, suspeitas de ocultação de cadáver, um carro queimado, indiciamentos e o desaparecimento de Maria Isabel Prado, filha do caseiro. A investigação aponta que a morte do caseiro Milton desencadeou o desaparecimento e o assassinato de dois jovens apontados como os responsáveis pela morte dele - Rafael Vitor Silva de Sousa Rosa, de 18 anos, e Guilherme Henrique Melo da Cruz, de 22 anos. Estes, por sua vez, desapareceram e acabaram mortos, e a suspeita é de que o crime foi cometido por Maria Isabel. As autoridades acreditam que o desaparecimento desses jovens motivou familiares deles a sequestrarem a família de Maria Isabel como represália e pressão para obter informações. Entenda a sucessão dos fatos: 16 de junho: o caseiro Milton de Sousa Prado é assassinado a pauladas em uma chácara onde trabalhava em Franca. 25 de junho: Maria Isabel Prado, de 21 anos, confessa à polícia ter contratado Rafael e Guilherme para dar um “corretivo” ou “susto” no pai. Segundo ela, a decisão ocorreu porque ela e a irmã sofriam agressões praticadas por Milton. Final de junho: Rafael e Guilherme desaparecem após serem apontados como suspeitos pela morte do caseiro. Nesse período, Maria Isabel passa a ser suspeita de ter ligado para um tio e pedido ajuda para ocultar os corpos dos dois jovens. 5 e 6 de julho: Maria Isabel, a mãe, a irmã adolescente e a sobrinha recém-nascida são sequestradas. Noemi Vitória de Sousa Rosa, parente de um dos jovens desaparecidos, passa a ser investigada por suspeita de participação na articulação do crime. 7 de julho: a Polícia Civil resgata a mãe, a irmã e a bebê em um cativeiro no Jardim Aeroporto III, em Franca. Wellington Amorim da Silva é preso em flagrante enquanto vigiava o local. Maria Isabel, no entanto, havia sido retirada do imóvel antes da chegada dos policiais e permanece desaparecida. 9 de julho: os corpos de Rafael e Guilherme são encontrados em uma área rural de Sacramento (MG). Um tio de Maria Isabel é preso em Minas Gerais por suspeita de ocultação de cadáver. Segundo a polícia, ele confessou ter ajudado a sobrinha a esconder os corpos. 10 de julho: o carro de Maria Isabel é encontrado queimado em Ibiraci (MG). A polícia suspeita que o veículo tenha sido usado para transportar os corpos dos jovens até Minas Gerais. 16 de julho: a Polícia Civil formaliza o indiciamento dos envolvidos no sequestro da família. 30 de julho: a Justiça torna sete pessoas rés pelos crimes relacionados ao sequestro e cárcere privado da família de Milton. Carro usado por Maria Isabel foi encontrado queimado em MG Reprodução/EPTV LEIA TAMBÉM Polícia Civil prende acusadas de sequestrar família de caseiro em Franca, SP Justiça torna 7 réus e decreta 5 prisões por sequestro de família de caseiro em Franca; mandante segue foragida Como morte de caseiro em SP virou investigação complexa com corpos achados em MG, sequestro de família e filha desaparecida Filha de caseiro morto em Franca, SP, é investigada pela morte do pai, de homens ligados ao crime e por sequestro de parentes Suspeitos de assassinato de caseiro em Franca, SP, são encontrados mortos em MG Polícia Civil liberta mulher, filha e neta recém-nascida de cativeiro em Franca, SP Maria Isabel segue desaparecida Maria Isabel também aparece no inquérito como vítima do sequestro da própria família. Ela foi retirada do cativeiro antes de a mãe, a irmã adolescente e a sobrinha recém-nascida serem resgatadas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Franca, no dia 7 de julho. Até a última atualização desta reportagem, Maria Isabel seguia desaparecida. A Polícia Civil trabalha com a possibilidade de que ela tenha sido morta, mas ainda não há confirmação sobre o paradeiro dela. Maria Isabel Prado é investigada pela morte do próprio pai e dos envolvidos no crime Reprodução/EPTV *Sob supervisão de Lucas Zanetti Veja mais notícias da região no g1 Ribeirão Preto e Franca VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

FONTE: https://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca/noticia/2026/08/06/acusada-de-sequestrar-familia-de-caseiro-morto-em-franca-sp-e-presa-apos-denuncia-anonima.ghtml


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