Após sobreviver a acidente de trem e picada de cobra, professora luta para manter mobilidade de perna amputada
13/07/2026
(Foto: Reprodução) Após acidente de trem e picada de cobra, professora luta por mobilidade em perna amputada
A vida da professora Fabiana Nunes Moraes, de 46 anos, moradora de São Roque (SP), é um testemunho de resiliência. Vítima de um trágico e raro acidente há 31 anos, quando foi atingida por um trem e picada por uma cobra no mesmo instante, enfrenta uma longa e dolorosa jornada médica que moldou sua trajetória de readaptação.
Fabiana lecionava na rede municipal de Alumínio (SP) e atua de forma readaptada desde 2018. O drama pessoal começou em 1995, quando o impacto da composição ferroviária esmagou seus tecidos e a picada da serpente complicou o quadro clínico.
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"Na primeira internação, em São Paulo, passei por mais de 20 cirurgias entre abril e agosto daquele ano. Depois disso, perdi a conta", relembra.
Fabiana na sua primeira internação em São Paulo
Arquivo pessoal
A luta pela preservação do membro
Após mais de 20 anos enfrentando procedimentos reconstrutivos para tentar salvar a perna direita, a professora desenvolveu osteomielite crônica (uma infecção bacteriana profunda no osso).
Em 2017, diante de danos irreversíveis, os médicos realizaram a amputação abaixo do joelho. Mesmo com a prótese, a batalha cirúrgica continuou nos anos seguintes:
Em 2020: teve que amputar mais 4 centímetros de osso para ajustes de encaixe;
Em fevereiro de 2025: passou por uma nova cirurgia para remover a fíbula após o surgimento de outro foco infeccioso.
Fabiana faz vaquinha para comprar prótese de R$ 38 mil e evitar nova amputação
Arquivo pessoal
O desafio atual da readaptação
Atualmente, o membro residual (popularmente chamado de coto) está sofrendo uma perda de volume acelerada. Por causa disso, a prótese antiga ficou larga, provocando ferimentos severos na pele a cada passo e alto risco de quedas.
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O caso é considerado de alta complexidade porque Fabiana possui uma placa metálica no fêmur há três décadas. Se ela continuar sem o suporte adequado, o atrito pode reativar a infecção óssea e forçá-la a passar por cirurgias extremas, como a amputação do fêmur ou a desarticulação total do quadril.
"Meu caso pode evoluir para procedimentos de risco e a perda definitiva da minha mobilidade", desabafa a professora.
Em 1995, sua vida mudou drasticamente ao sobreviver a um grave acidente ferroviário
Arquivo pessoal
A alternativa indicada pela equipe médica é uma prótese endoesquelética com bombeamento a vácuo ativo (Sistema Unity). Ao contrário dos modelos tradicionais, essa tecnologia monitora e se ajusta automaticamente às variações de volume do corpo ao longo do dia, impedindo que o equipamento fique frouxo.
Como o custo do tratamento e da reabilitação chega a quase R$ 40 mil e ultrapassa o orçamento da família, amigos e parentes criaram uma campanha de arrecadação virtual.
A professora Fabiana Nunes Moraes, de 46 anos, vive um momento de extrema urgência
Arquivo pessoal
*Colaborou sob supervisão de Júlia Martins
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