Augusto Cury diz que espera chegar ao 2º turno e afirma que já escolheu Lula como adversário em visita ao interior de SP
04/09/2026
(Foto: Reprodução) Augusto Cury, candidato a presidente do Brasil, durante compromissos de campanha em São José do Rio Preto (SP), nesta sexta-feira (4)
João Selare/TV TEM
O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) afirmou, durante visita a São José do Rio Preto (SP), nesta sexta-feira (4), que está otimista com a possibilidade de crescer nas pesquisas eleitorais e chegar ao segundo turno da disputa de 2026. Terceiro colocado nas pesquisas atualmente, Cury disse que já considera o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, como seu adversário em uma eventual segunda etapa da eleição.
"Há margem para subir mais nas pesquisas nessa eleição. Eu já elegi meu adversário no segundo turno: Lula da Silva", afirmou Cury aos jornalistas.
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O candidato esteve em Rio Preto para participar de um evento do LIDE (grupo de líderes empresariais) e visitar a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). Durante a entrevista, ele abordou economia, educação, saúde e empreendedorismo.
Ao falar sobre uma eventual disputa contra Lula, Cury também fez críticas ao modelo de reeleição no Brasil. O candidato afirmou ser contrário à possibilidade de um presidente permanecer no cargo por mais de um mandato e disse que, em sua avaliação, Lula deveria deixar a vida pública após o atual período.
"O Lula quer o quarto mandato para resolver o problema da Educação. Mas o ideal é que o Lula pudesse descansar. E deixa outras pessoas continuarem essa jornada", disse.
Cury afirmou que, caso eleito, pretende acabar com a possibilidade de reeleição para cargos do Executivo. Segundo o candidato, cargos públicos não devem ser tratados como patrimônio pessoal ou familiar.
"Um cargo não pertence a um homem, a um ser humano, nem a uma família. Nem à família Bolsonaro, nem à família Lula da Silva. Todo cargo público pertence a quem? Ao contribuinte, ele é o patrão", declarou.
Para Cury, o presidente da República deve ser visto como um funcionário da sociedade, contratado por meio do voto e com prazo determinado para exercer a função. "É contratado pelo voto e com prazo determinado para ser despedido", afirmou.
Polarização
Durante a entrevista, Cury afirmou que sua candidatura é alternativa à polarização política entre direita e esquerda. "O país está dividido, polarizado, insano. Eu nunca vi um ambiente tão tóxico como a política", afirmou.
Ele destacou a importância de entender que a divergência é característica natural da democracia e criticou a unanimidade de pensamento.
"As pessoas têm de entender que a beleza da democracia está na divergência. Nunca esteve na unanimidade. A unanimidade de ideia só existe nas ditaduras", afirmou
Cury também disse que pretende colocar a proteção das mulheres entre as prioridades de um eventual governo.
Planos para o BNDES
Em Rio Preto, Augusto Cury falou sobre alterar a estrutura do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele afirmou que, se eleito, pretende dividir o banco em duas áreas: uma destinada a grandes empresas e outra voltada a pequenas e microempresas.
Segundo Cury, a proposta também incluiria estruturas de apoio a empreendedores em comunidades, favelas e escolas públicas.
O candidato afirmou que pretende financiar mais de 10 milhões de microempresas em um período de oito a dez anos.
"Nós temos que preparar a nação brasileira para ser a nação mais empreendedora do planeta. Nós precisamos financiar mais de 10 milhões de microempresas", afirmou.
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Dívida pública
Cury também criticou o nível da dívida pública brasileira e defendeu medidas de responsabilidade fiscal para reduzir os juros. Segundo ele, o país estaria comprometendo recursos expressivos com o pagamento de juros e a rolagem da dívida.
"A dívida pública do Brasil está em números estratosféricos. Pagamos mais de um trilhão de reais por ano só para rolar a dívida federal. Isso é insano", afirmou.
O candidato defendeu a redução da taxa básica de juros e afirmou que o país deveria buscar um cenário de juros entre 6% e 7% ao ano. "Nós precisamos rapidamente ter responsabilidade fiscal, de fato economia, para que essa taxa Selic caia o mais rápido possível", disse.
Cury também afirmou que uma elevação de um ponto percentual na Selic representaria aumento superior a R$ 100 bilhões nos gastos do governo federal com a rolagem da dívida.
Relação com Rio Preto
A visita a São José do Rio Preto também teve um aspecto pessoal para o candidato. Cury conta que conheceu a mulher, com quem é casado há 43 anos, quando estudava na faculdade de medicina da cidade.
"Ela me conquistou (na faculdade) e, a partir daí, construímos essa jornada de 43 anos", afirmou.
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