Butantan diz que continuará estudos e monitoramento da vacina contra dengue após suspensão temporária

  • 08/06/2026
(Foto: Reprodução)
Vacina contra a dengue Instituto Butantan/ Divulgação O Instituto Butantan afirmou que manterá seu compromisso com a ciência e a saúde da população após a decisão do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de interromper temporariamente a vacinação contra a dengue para reavaliação da estratégia vacinal. Em nota, o instituto informou que continuará apoiando os órgãos federais, fornecendo todas as informações disponíveis sobre a vacina, realizando novos estudos e acompanhando o trabalho de farmacovigilância dos vacinados. Nesta segunda-feira (8), o Ministério da Saúde anunciou que vai suspender a imunização contra a dengue com a vacina do Butantan. De acordo com o governo federal, a medida foi adotada após duas mortes suspeitas registradas (veja mais abaixo). Segundo o Butantan, a suspensão temporária da vacinação foi adotada de forma preventiva após a identificação de alguns casos de reações adversas, sendo três deles com sinal de gravidade, entre aproximadamente 500 mil pessoas vacinadas. De acordo com o instituto, ainda não é possível afirmar se os casos estão relacionados à vacinação. A vacinação estava sendo aplicada, neste momento, apenas em profissionais de saúde. O Butantan afirmou que a medida tem como objetivo garantir a segurança da população nas próximas etapas da campanha. O instituto também declarou que seguirá aprofundando as informações sobre o uso da vacina e que, caso sua segurança seja confirmada, a vacinação poderá ser retomada. Na nota, o Butantan reafirmou o compromisso de entregar produtos seguros e eficazes para o enfrentamento de problemas de saúde pública por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Suspensão da vacina da dengue Governo anuncia paralisação da vacinação contra a dengue O anúncio foi feito às 14h41 do horário de Brasília em uma coletiva de imprensa com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o diretor do instituto Butantan. Segundo o Ministério da Saúde, até agora, foram aplicadas 500 mil doses e, nesse universo de pacientes, registradas 42 casos de reações severas possivelmente ligadas à vacina. Entre eles, duas mortes, que seguem como suspeitas. "Nós tivemos três casos graves, desses dois óbitos, sem, até esse momento, nas investigações já feitas pelos sistemas municipais, de vigilância estadual, escutando os especialistas, ter dados suficientes para estabelecer uma causalidade da vacina com a ocorrência", disse o ministro da saúde, Alexandre Padilha. Segundo a análise do Ministério da Saúde, a taxa de reação adversa, corresponde a 0,7% do total vacinado e os casos com sinais de alarme, que levaram à suspensão, são 0,008% das pessoas imunizadas. Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina é a primeira do mundo aplicada em dose única e a primeira totalmente brasileira. A imunização começou no início deste ano com foco nos profissionais de saúde. E o que acontece agora? Estados e municípios vão suspender a aplicação, enquanto os casos de eventos graves e mortes são investigados. O governo informou que vai acionar os estados para reforçar a busca por possíveis efeitos adversos. E quem já tomou a vacina? Quem recebeu doses nos últimos 21 dias deve fazer um acompanhamento e estar atendo a reações como febre, dor abdominal, vômitos, entre outro A pasta reforçou que a medida é temporária e de segurança, que todas as mortes são suspeitas e que há confiança no estudo que levou à comprovação de eficácia e segurança da vacina. "Queria reforçar aqui que o Ministério da Saúde tem toda a confiança na capacidade institucional, científica do Instituto Butantan, de fazer essa investigação, de aprofundar esses estudos. Isso foi apresentado no Comitê de Farmacovigilância Nacional, que foi feito hoje de manhã cedo, e o comitê recomendou de forma consensual essa estratégia de descontinuidade", disse o ministro Padilha. Casos graves são 'inesperados', diz ministro Durante a coletiva, o Ministério da Saúde informou que a decisão foi tomada após notificações de farmacovigilância -- que é o processo que acompanha efeitos adversos de vacinas e medicamentos no país. Em 500 mil aplicações, foram 42 efeitos adversos graves. Segundo a análise, os dados mostravam reações que não apareciam antes nas pesquisas que levaram à aprovação da vacina. Vale dizer que antes de ser aprovada, a pesquisa aplicou a vacina em 16 mil pessoas que foram acompanhadas por cinco anos. A partir dessa análise, teve a eficácia e segurança comprovada. O estudo teve repercussão internacional e foi publicado pela revista Nature. No período de janeiro até 30 de maio de 2026 foram registradas 3.703 notificações de eventos inesperados com sintomas semelhantes aos da dengue, o equivalente a 0,7% do total de vacinados. Entre esses registros, 42 casos apresentaram sinais de alarme. Nesses, os pacientes apresentaram quadros como dor abdominal, vômitos persistentes e sangramentos. Esses episódios corresponderam a 0,008% do total de pessoas vacinadas e foram classificados como eventos muito raros, embora não previstos nos estudos clínicos nem descritos na bula. Entre os quadros, três foram considerados graves e, dentre eles, duas mortes. O primeiro caso grave envolve uma mulher de 39 anos que apresentou febre, dores musculares e náuseas seis dias após a vacinação. Segundo o governo federal, ela evoluiu para um quadro de dengue grave com choque, precisou ser internada em UTI, mas se recuperou. Já os casos de óbitos são: Uma mulher de 48 anos que desenvolveu sintomas de dengue grave 19 dias após receber a vacina. O quadro incluiu comprometimento neurológico, com meningoencefalite, e a paciente morreu. O terceiro caso envolve um homem de 58 anos que apresentou febre cinco dias após a vacinação e evoluiu rapidamente para dengue grave com choque refratário. Ele também morreu. Como próximos passos, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que notificou o Instituto Butantan e deve convocar um comitê de especialistas para conduzir a investigação epidemiológica dos casos. O Butantan ficará responsável por analisar as informações disponíveis e apresentar novos dados às autoridades. O trabalho de investigação será conduzido de forma conjunta pela Anvisa, pelo Ministério da Saúde, por meio do PNI, e pelo Instituto Butantan. Três casos graves após vacina da dengue levaram governo a interromper imunização

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/06/08/butantan-diz-que-continuara-estudos-e-monitoramento-da-vacina-contra-dengue-apos-suspensao-temporaria.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Top 5

top1
1. Raridade

Anderson Freire

top2
2. Advogado Fiel

Bruna Karla

top3
3. Casa do pai

Aline Barros

top4
4. Acalma o meu coração

Anderson Freire

top5
5. Ressuscita-me

Aline Barros

Anunciantes