Cinco dias após temporal com ventos de até 160 km/h, interior de SP tem alerta de baixa umidade e risco de incêndios
29/07/2026
(Foto: Reprodução) Interior de SP saiu de temporal com chuva e alagamentos para alerta de baixa umidade
Em cinco dias, a região de Ribeirão Preto (SP) saiu de um temporal com ventos de até 160 km/h, chuva forte e alagamentos para um cenário de calor, ar seco, alerta de baixa umidade e risco de incêndios.
Às 12h20 desta quarta-feira (29), a Defesa Civil emitiu alerta moderado para umidade do ar abaixo de 30% entre Altinópolis (SP) e Ribeirão Preto, com impacto em municípios vizinhos.
A mudança brusca ocorre após o temporal de sexta-feira (24), que derrubou árvores, destelhou imóveis, afetou serviços públicos e levou cidades da região a decretarem situação de emergência.
A Defesa Civil Nacional reconheceu, em caráter sumário, a emergência em Ribeirão Preto, Dumont (SP) e Taquaritinga (SP). Guariba (SP), Barrinha (SP) e Pradópolis (SP) também foram citadas como cidades afetadas.
Interior de SP tem baixa umidade cinco dias após temporal com alagamentos e destruição
Reprodução EPTV
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Em Ribeirão Preto, a prefeitura informou ao governo federal que o temporal provocou rajadas de aproximadamente 120 km/h e cerca de 21 milímetros de chuva em 20 minutos.
O município registrou queda de centenas de árvores, destelhamentos, falta de energia, comprometimento no abastecimento de água, interdições viárias, danos em equipamentos públicos e uma morte.
Região de Ribeirão Preto (SP) está em alerta para riscos de incêndio dias depois de temporal com alagamentos
Defesa Civil/SP
A virada em números
A mudança aparece nos registros da estação meteorológica de Ribeirão Preto do Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas, ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado e ao Instituto Agronômico.
Segundo levantamento da reportagem, a umidade mínima caiu de 74,1% para 30,6% entre os períodos de 24 a 25 de julho e de 28 a 29 de julho. No mesmo intervalo, a temperatura máxima subiu de 23,3°C para 33,3°C.
Na prática, a região saiu de um cenário de chuva forte e danos provocados pelo vento para tardes mais quentes e secas em poucos dias. A força do vento contribui para colocar a cidade em alerta para incêndios.
Nos quatro dias após o temporal, houve apenas 0,3 milímetro de chuva em Ribeirão Preto, registrado entre 26 e 27 de julho. O volume é baixo e ajuda a explicar a rápida secagem do solo e da vegetação.
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Baixa umidade, vento e risco de incêndios
O alerta da Defesa Civil nesta quarta-feira reforça o cenário previsto pelo Instituto Nacional de Meteorologia. O Inmet informou que, durante a tarde, havia aviso amarelo de perigo potencial para baixa umidade relativa do ar em Minas Gerais e no norte de São Paulo. O instituto também apontou tempo firme em grande parte do Sudeste, com predomínio de poucas nuvens.
A combinação de temperatura mais alta, queda da umidade e pouca chuva cria condições favoráveis ao aumento do risco meteorológico de incêndios. O Inmet calcula esse risco pelo Índice de Inflamabilidade de Nesterov, que considera temperatura, umidade, ponto de orvalho, vento e precipitação.
Pela metodologia do instituto, chuvas de até 2 milímetros são consideradas insuficientes para interromper o acúmulo das condições favoráveis ao fogo.
Já o Climatempo, prevê ventos de até 70 km/h nesta quinta-feira (30), o que reforça o risco para incêndios florestais.
Qualidade do ar
A baixa umidade também acende um alerta para a qualidade do ar na região de Ribeirão Preto. Segundo a Cetesb, a cidade registrava qualidade do ar moderada no boletim fechado às 11h desta quarta-feira (29), com índice 52 e MP2,5 como poluente determinante.
🔎 O MP2,5 é um material particulado fino, formado por partículas muito pequenas que ficam suspensas no ar. Por terem até 2,5 micrômetros de diâmetro, elas podem chegar mais profundamente ao sistema respiratório e causar problemas respiratórios. A medição, no entanto, não indica sozinha a origem da poluição.
Com a umidade abaixo de 30%, como alertou a Defesa Civil, o ar mais seco pode aumentar o desconforto respiratório, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias. A orientação é beber água, evitar exercícios físicos ao ar livre e seguir as recomendações das defesas civis municipais. Em caso de emergência, os telefones são 199 e 193.
Há 5 dias, cidade de Guariba (SP) sofreu com forte tempestade e chuva intensa
Arquivo pessoal
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