Eduarda Campopiano: 'maior inimiga das feministas', deputada mais votada em SP coleciona polêmicas; VEJA

  • 06/10/2026
(Foto: Reprodução)
Eduarda Campopiano chama Erika Hilton de 'homem biológico' após ser eleita deputada mais votada de SP Reprodução Eduarda Campopiano (PL), vereadora de Praia Grande (SP) eleita a deputada estadual mais votada de São Paulo, coleciona episódios que geraram repercussão nas redes sociais. Aos 23 anos, ela recebeu 1.956.238 votos e ganhou projeção política com posições conservadoras e críticas ao feminismo. A parlamentar se apresenta como a “maior inimiga das feministas de SP” e, ao longo dos últimos anos, publicou declarações e protagonizou episódios que provocaram críticas e elogios na internet. Entre eles estão falas sobre feminismo, cotas raciais, colonização do Brasil e identidade de gênero. ✅ Clique aqui para seguir o novo canal do g1 Santos no WhatsApp. Relembre os episódios: 'Não devo nada ao feminismo' 'Homem é homem e mulher é mulher' 'Vestibular não é para ser inclusivo' 'Glória a Deus que colonizaram' 'Homem biológico' Agora no g1 'Não devo nada ao feminismo' Em maio de 2021, Eduarda publicou no X (antigo Twitter) uma mensagem em que afirmou não dever nada ao feminismo. A declaração foi feita ao lado de uma foto em que segurava um livro sobre o tema. “Não devo NADA ao feminismo. Nenhuma mulher deve”, escreveu na publicação. Eduarda Campopiano publicou em 2021 que não devia nada ao feminismo Redes Sociais 'Homem é homem e mulher é mulher' Eduarda Campopiano (PL) e Lucas Pavanato (PL) gravaram vídeo durante campanha expondo situações envolvendo mulheres cis gênero e transsexuais Redes sociais Durante a campanha para deputada estadual, Eduarda também publicou um vídeo nas redes sociais em que apresenta diferenças entre uma mulher cisgênero e uma mulher transexual. Na gravação, o deputado federal Lucas Pavanato (PL), que também participou da campanha, interpreta uma mulher transexual. O conteúdo questiona o fato de mulheres cisgênero e transexuais serem “consideradas mulheres perante a lei”. Em determinado momento, Eduarda afirma que “tem útero” para, segundo ela, “acabar com a confusão”. “Chega de confusão: homem é homem e mulher é mulher”, escreveu a candidata na publicação. Deputada mais votada de SP fez vídeo debochando de trans: 'Eu tenho útero' 'Vestibular não é para ser inclusivo' Em maio, Eduarda publicou um vídeo em que aparece criticando políticas de cotas e afirmando que concursos e vestibulares não deveriam ter caráter inclusivo. “Um concurso, um vestibular, não é para ser inclusivo. É para excluir. Excluir quem não consegue passar por mérito próprio e incluir quem consegue. Se você está bem, estudou, sabe do que se trata aquela prova, independente da sua classe social ou da sua cor, você vai passar nesse concurso. Agora, se você precisa da cota para passar na frente dos outros por qualquer questão, porque você por contra própria não consegue uma pontuação boa o suficiente, você não deve ser aprovado”, disse. 'Glória a Deus que colonizaram' No mesmo mês, Eduarda esteve no podcast RedCast e participou de um debate apresentado como uma discussão entre “duas bruxas feministas” e “duas cristãs submissas”. Durante a conversa, ela falou sobre a colonização do Brasil e a catequização dos povos indígenas. “A gente volta para os índios cometendo canibalismo aqui no Brasil. Glória a Deus que colonizaram. Glória a Deus que catequizaram as índias. Glória a Deus que a extrema direita chegou e falou para os índios: 'Galera, fazer sacrifício e comer o braço do irmãozinho não é legal, enterrar criança viva'”, disse. A controvérsia levou a artista e liderança indígena Katú Mirim a registrar um boletim de ocorrência por preconceito de raça ou cor. Segundo o registro policial, ela afirmou que as declarações ofenderam a cultura, a história e os povos indígenas. Durante o mesmo programa, Eduarda afirmou ter sido vítima de importunação sexual após uma participante fazer um comentário de cunho sexual direcionado a ela (veja abaixo). Segundo relatos publicados à época, a então vereadora informou ter procurado a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande, e o caso foi registrado como importunação sexual. Vereadora denuncia importunação sexual durante gravação de podcast em SP 'Homem biológico' Após o resultado das Eleições 2026, Eduarda publicou uma mensagem direcionada à deputada federal Erika Hilton (PSOL) no X. “Oi, @ErikakHilton. Como é saber que um homem biológico nunca vai ocupar o espaço da mulher mais votada de São Paulo? Rs” Eduarda Campopiano (PL) e Erika Hilton (PSOL) Montagem/Yasmin Braga/TV Tribuna/Renato Araújo/Câmara dos Deputados A mensagem fazia referência às votações obtidas pelas duas parlamentares. Eduarda recebeu 1.956.238 votos para a Alesp, enquanto Erika Hilton foi reeleita deputada federal por São Paulo com 1.596.472 votos e se tornou a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados. A publicação foi criticada por parlamentares e organizações, que classificaram o conteúdo como transfóbico. A deputada estadual eleita Sofia Favero (PSOL) acionou o Ministério Público de São Paulo em razão da publicação. Quem é Eduarda Campopiano? Eduarda Campopiano (PL), eleita como deputada estadual mais votada de São Paulo com 1,9 milhão de votos Yasmin Braga/TV Tribuna Nascida em Campinas em 22 de julho de 2003, Eduarda é influenciadora digital e ganhou projeção nas redes sociais com pautas conservadoras e alinhadas ao bolsonarismo, superou com folga nomes tradicionais da política paulista. Ela ingressou na política eleitoral em 2024, quando foi eleita vereadora de Praia Grande, no litoral de São Paulo, com 3.583 votos, tornando-se a parlamentar mais jovem da história recente da Câmara Municipal da cidade ao tomar posse aos 21 anos. Filiada ao Partido Liberal, a deputada eleita construiu sua campanha estadual fortemente apoiada na comunicação digital. Durante a disputa de 2026, seus conteúdos foram direcionados principalmente ao eleitorado conservador, com defesa da família tradicional, da vida desde a concepção e da presença de princípios cristãos na política. Também se posicionou contra pautas progressistas, o feminismo contemporâneo e o que classifica como "cultura woke". Na área da segurança pública, Eduarda defendeu o direito ao porte de armas de fogo e argumentou que a medida pode ampliar a proteção das mulheres contra a violência. Em temas sociais e econômicos, manifestou-se contra políticas de cotas raciais e contra iniciativas que buscam reconhecer formalmente a prostituição como profissão. Dados da Justiça Eleitoral mostram que Eduarda declarou ocupação de vereadora, ensino médio completo e não informou bens à Justiça Eleitoral. Sua campanha para deputada estadual arrecadou cerca de R$ 755 mil, dos quais mais de 90% vieram do diretório nacional do PL. A maior parte dos gastos foi destinada ao impulsionamento de conteúdo na internet. A ascensão da parlamentar também ocorreu em sintonia com o crescimento de uma nova geração de políticos conservadores que ganhou espaço por meio das redes sociais. Entre seus maiores apoiadores esteve o candidato a deputado federal Lucas Pavanato (PL), com quem fez dobradinha na campanha. Pavanato também liderou a votação e se tornou o deputado federal mais votado da história no estado de São Paulo. VÍDEOS: g1 em 1 minuto Santos

FONTE: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/eleicoes/2026/noticia/2026/10/06/eduarda-campopiano-maior-inimiga-das-feministas-deputada-mais-votada-em-sp-coleciona-polemicas-veja.ghtml


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