Frota de carros encolhe enquanto motos avançam na cidade de São Paulo
30/09/2026
(Foto: Reprodução) Frota de motos supera a de carros em São Paulo; capital tem mais de 6,4 milhões de veículo
A frota de veículos da cidade de São Paulo já ultrapassa 6,4 milhões e vem passando por uma mudança de perfil. Embora os automóveis continuem sendo maioria absoluta, o número de carros caiu nos últimos anos, enquanto a quantidade de motocicletas segue em crescimento.
(CORREÇÃO: O g1 errou ao afirmar que a frota de motos em São Paulo supera a de carros. Na verdade, apesar de registrar um crescimento de 5%, a quantidade de motos ainda é menor do que a de carros. O texto foi corrigido às 16h28.)
Além dos impactos no trânsito, o aumento da circulação de veículos também pode pesar no bolso dos motoristas, com reflexos no consumo de combustível, nos custos de manutenção e na dinâmica de trabalho de profissionais que dependem das ruas, como taxistas e entregadores.
Segundo dados do Detran-SP, a frota ativa da capital soma atualmente 6.482.525 veículos. Os automóveis seguem como a principal categoria, com 3.878.775 unidades em 2026, o equivalente a cerca de 60% da frota total. O número, porém, representa uma queda em relação aos anos anteriores: eram 3.902.141 carros em 2025 e 3.942.202 em 2024.
Já as motocicletas seguem em trajetória oposta. Em dois anos, o número de motos em circulação na cidade de São Paulo cresceu 11%, passando de 1.056.941 em 2024 para 1.170.323 em 2026. Em comparação com o ano passado, a alta foi de aproximadamente 5%, com a entrada de mais 56 mil motocicletas na frota da capital.
Outras categorias – como caminhões, caminhonetes e utilitários – somam 1.433.427 veículos conforme dados do Detran-SP.
Veja detalhes da frota ativa na cidade de São Paulo:
Automóveis
2026 - 3.878.775
2025 - 3.902.141
2024 - 3.942.202
Motos
2026 - 1.170.323
2025 - 1.114.087
2024 - 1.056.941
Apesar desse avanço, as motos ainda estão longe de superar os automóveis em número. Atualmente, São Paulo tem cerca de 3,3 carros para cada motocicleta registrada.
Segundo o Detran-SP, a maior parte das motos registradas na cidade é de propriedade particular, tem entre 10 e 20 anos de uso e utiliza combustíveis flex, como gasolina e etanol. O crescimento da categoria acompanha tendências observadas nos últimos anos, impulsionadas principalmente pelo uso do veículo para deslocamentos diários e atividades profissionais, como entregas e transporte de passageiros.
Recorde de trânsito
Neste ano, São Paulo registrou o maior congestionamento desde 2020. Em 24 de junho, uma hora e meia antes do jogo do Brasil contra a Escócia pela Copa do Mundo de 2026, às 17h30, a cidade atingiu 1.532 km de lentidão, o maior índice do ano e o recorde dos últimos seis anos. Depois, às 18h, bateu novo recorde, com 1.690 km. Os dados são da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
O recorde histórico, porém, continua sendo o de 5 de setembro de 2019, quando a cidade registrou 1.902 km de congestionamento.
São Paulo tem recordes de trânsito intenso
Reprodução
Acidentes envolvendo motociclistas
O estado de São Paulo registrou queda no número de mortes no trânsito no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. Já a capital seguiu na direção oposta e apresentou aumento nas ocorrências fatais.
Dados do Infosiga mostram que a alta na cidade foi puxada principalmente pelos acidentes com mortes envolvendo motociclistas, que registraram crescimento de 8,2%.
📊 Estado de São Paulo (1º semestre)
Total de mortes: 3.051 (2025) → 2.869 (2026) (-6%)
🏍️ Motociclistas: 1.345 → 1.327 (-1,3%)
🚶 Pedestres: 664 → 662 (-0,3%)
🚗 Ocupantes de automóveis: 620 → 536 (-13,5%)
🚴 Ciclistas: 214 → 184 (-15%)
📍 Capital paulista (1º semestre)
Total de mortes: 483 (2025) → 489 (2026) (+1,2%)
🏍️ Motociclistas: 220 → 238 (+8,2%)
🚶 Pedestres: 187 → 190 (+1,6%)
🚗 Ocupantes de automóveis: 49 → 38 (-22,4%)
🚴 Ciclistas: 13 → 13 (estável)
A comparação mostra que, embora o estado tenha conseguido reduzir o número de mortes no trânsito, a capital paulista registrou piora nos indicadores, especialmente entre os motociclistas, que concentraram o maior aumento absoluto e percentual entre os grupos analisados.
*Sob supervisão de Alexandre Bazzan.