Morre Amelinha Teles, escritora torturada na ditadura militar, aos 81 anos
15/09/2026
(Foto: Reprodução) Morre Amelinha Teles, uma das vítimas da ditadura militar
Rodrigo Romeo/ Alesp/Reprodução
A escritora e militante feminista Amelinha Teles morreu aos 81 anos de idade. A morte da ativista, uma das vítimas da ditadura militar (1964-1985), foi divulgada por amigos nas redes sociais nesta terça-feira (15) (veja abaixo).
O velório de Amelinha Teles será realizado na quarta-feira (16), das 11h às 16h, na Reitoria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na Rua Sena Madureira, 1500, em São Paulo.
Segundo a União de Mulheres de São Paulo, da qual a escritora era diretora, o sepultamento será no mesmo dia, com saída da Unifesp para o Cemitério da Vila Formosa.
Morre Amelinha Teles, escritora torturada na ditadura militar, aos 81 anos
Reprodução
Maria Amélia de Almeida Teles nasceu em Contagem (MG) e militou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Durante a ditadura, tornou-se uma das vozes de denúncia contra a repressão do regime militar.
Em 1972, Amelinha foi presa e torturada no DOI-Codi de São Paulo pelo major do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra. Naquele período, seu marido, César Augusto Teles, e seu companheiro de militância Carlos Nicolau Danielli também foram levados ao órgão de repressão.
Amelinha testemunhou o assassinato de Danielli. Seus dois filhos, que tinham 4 e 5 anos na época, também foram sequestrados e obrigados a assistir às torturas sofridas pelos pais.
A ativista integrou a Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos e também registrou suas experiências e reflexões em livros.
Entre as obras publicadas por Amelinha estão "Contos da Cela Três", que reúne memórias escritas em 1973 durante o período em que esteve presa; "Breve História do Feminismo no Brasil"; e "O Que São os Direitos Humanos das Mulheres?".
Veja as homenagens a seguir:
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