MP abre investigação contra Lucas Pavanato por supostas ofensas a minorias
27/10/2026
(Foto: Reprodução) O vereador do PL, Lucas Pavanato, eleito o deputado federal mais votado da história do estado de São Paulo.
Mozart Gomes/Rede Câmara de SP
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu um inquérito civil público nesta segunda-feira (26) para investigar possível prática de discriminação e incitação ao ódio por parte do vereador Lucas Pavanato (PL), eleito deputado federal mais votado do estado em 2026.
Segundo o promotor Ricardo Manuel Castro, responsável pelo caso na Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, Pavanato usou uma entrevista dada à TV JovemPan para ofender minorias como gays, lésbicas e mulheres, após a votação expressiva que teve no 1° turno, onde conquistou mais de 3 milhões de votos no estado.
“Saber que vocês estão insatisfeitos com a votação da Eduarda, saber que vocês estão preocupados com a minha votação, é exatamente o que eu espero. Porque realmente nós somos uma ameaça pra vocês. Realmente nós temos uma bancada agora forte pra enfrentar a ideologia hegemônica de vocês. Vocês são a minoria, e como minoria a gente vai colocar vocês no devido lugar”, disse Pavanato à JovemPan.
Para Ricardo Manuel Castro, a Constituição Federal Brasileira preconiza que “todo ser humano é igual perante a lei e tem direito à igual proteção contra o racismo, a discriminação racial e formas correlatas de Intolerância”.
“Intolerância é um ato ou conjunto de atos ou manifestações que denotam desrespeito, rejeição ou desprezo à dignidade, características, convicções ou opiniões de pessoas por serem diferentes ou contrárias. Pode manifestar-se como a marginalização e a exclusão de grupos em condições de vulnerabilidade da participação em qualquer esfera da vida pública ou privada ou como violência contra esses grupos”, escreveu o promotor.
No inquérito, Ricardo Castro sinaliza que poderá pedir à Justiça a condenação de Pavanato ao pagamento de indenização por danos morais coletivos. Segundo ele, esse tipo de dano ocorre quando uma conduta atinge valores e interesses fundamentais da coletividade, mesmo que não provoque prejuízos físicos ou psicológicos diretos às pessoas afetadas.
O promotor Ricardo Manuel Castro, da Promotoria de Justiça de Direitos Humanos do MP-SP, e o vereador Lucas Pavanato (PL).
Montagem/g1/Divulgação
O que diz o parlamentar
Por meio de nota, o gabinete do vereador afirmou que Lucas Pavanato ainda não foi formalmente citado no âmbito do referido inquérito, mas declarou que Castro tem “alinhamento ideológico à esquerda” e que sua atuação no MP-SP “atende a agendas ideológicas, comprometendo a necessária imparcialidade de sua atuação”.
O vereador e futuro deputado federal afirmou que sua equipe jurídica “já apresentou representação contra o promotor junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por suposto uso do cargo para perseguição política e vazamento de documentos à imprensa”.
Leia a nota completa abaixo:
“Consideramos o promotor Ricardo Manuel Castro suspeito para instaurar qualquer inquérito, diante de seu alinhamento ideológico à esquerda e de sua atuação em pautas que, em nossa avaliação, atendem a agendas ideológicas, comprometendo a necessária imparcialidade de sua atuação.
Informamos que nossa equipe jurídica já apresentou representação contra o promotor junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), por suposto uso do cargo para perseguição política e vazamento de documentos à imprensa. Por fim, esclarecemos que o vereador Lucas Pavanato ainda não foi formalmente citado no âmbito do referido inquérito."
Deputado mais votado de SP
O vereador Lucas Pavanato de Oliveira (PL) é o deputado federal mais votado da história de São Paulo.
Divulgação
O vereador Lucas Pavanato de Oliveira (PL) é o deputado federal mais votado da história de São Paulo. Com pouco mais de 99% das urnas apuradas no estado, ele atingiu a marca de 3 milhões de votos conquistados (veja apuração completa aqui).
Pavanato superou a marca de 1.843.735 votos alcançada por Eduardo Bolsonaro (PL), em 2018, quando foi o deputado mais votado da história de São Paulo.
Com 28 anos, nascido em Sorocaba, no interior de São Paulo, ele se descreve como empresário e administrador.
Sua trajetória política teve início em São José dos Campos, cidade onde sua família se estabeleceu, atuando inicialmente em sua cidade natal e, posteriormente, em São Paulo, onde já tinha sido o vereador mais votado da cidade em 2024.
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Quem é Lucas Pavanato ?
Ex-integrante do MBL, ele se envolveu na política participando de manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).
Em 2022, disputou uma vaga de deputado estadual, obtendo mais de 36 mil votos e conquistando a suplência.
Após as eleições de 2022, alinhou-se ao Partido Liberal (PL), aproximando-se do então presidente Jair Bolsonaro e do deputado Nikolas Ferreira. Em 2024, foi eleito o vereador mais votado de São Paulo, com mais de 160 mil votos.
Na eleição de 2026, ele apareceu no horário eleitoral ao lado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL), que pedia votos para o colega em Brasília.
Em Minas Gerais, Nikolas Ferreira recebeu quase 30% dos votos válidos para a Câmara e se tornou o deputado mais votado da história do país.
Os candidatos Lucas Pavanato (PL), Erika Hilton (PSOL), Sâmia Bomfim (PSOL) e Kim Kataguiri (Missão) foram eleitos os deputados federais mais votados de São Paulo em 2026.
Montagem/g1/Divulgação
Deputados em São Paulo
Os eleitores de São Paulo definiram neste domingo (4) os 70 deputados federais que representarão o estado na Câmara dos Deputados a partir do próximo mandato, que começa em 1º de janeiro de 2027. (veja a apuração aqui).
Com 100% das urnas apuradas, os candidatos Lucas Pavanato (PL), Erika Hilton (PSOL), Sâmia Bomfim (PSOL), Kim Kataguiri (Missão) e Tábata Amara (PSB) aparecem com o maior número de votos recebidos nas urnas no estado em 2026.
Veja os deputados federais eleitos por São Paulo neste domingo (4):
Lucas Pavanato (PL) - 3.038.438 votos
Erika Hilton (PSOL) - 1.596.472 votos
Sâmia Bomfim (PSOL) — 583.107 votos
Kim Kataguiri (Missão) — 520.071 votos
Tabata Amaral (PSB) — 476.383 votos
Renato Bolsonaro (PL) - 379.312 votos
Sargento Nantes (PP) - 333.401 votos
Delegado Palumbo (podemos) - 303.271 votos
Guilherme Cortez (PSOL) - 275.450 votos
Mauricio Neves (PP) - 269.996 votos
Marcio Alvino (PL) - 261.325 votos
Professora Luciene Cavalcante (PSOL) - 253.778 votos
Ana Carolina Oliveira (Podemos) - 246.741 votos
Baleia Rossi (MDB) - 239.124 votos
Luna Zarattini (PT) - 233.733 votos
Marina Helena (Novo) - 230.866 votos
Delegado Bruno Lima (Podemos) - 217.952 votos
Rosana Valle (PL) - 213.752 votos
Renata Abreu (Podemos) - 199.100 votos
Marcos Pereira (Republicanos) - 196.681 votos
Luiz Philippe De O E Bragança (PL) - 187.743 votos
Guilherme Piai (Republicanos) - 182.328 votos
Igor Soares (PSD) - 181.820 votos
Paulo Alexandre Barbosa (PSD) - 168.207 votos
Felipe Becari (Podemos) - 162.957 votos
Thiago Surfista (PL) - 161.971 votos
Alencar Santana (PT) - 160.264 votos
Capitão Augusto (PL) - 153.745 votos
Jilmar Tatto (PT) - 152.984 votos
Celso Russomanno (Republicanos)- 138.827 votos
Thiago Dos Reis (PT) - 137.240 votos
Paulo Serra (PSDB) - 132.866 votos
Sidney Cruz (MDB) - 130.951 votos
João Cury (MDB) - 130.915 votos
Luiz Fernando Machado (PL) - 129.004 votos
Arlindo Chinaglia (PT) - 124.121 votos
Pastor Marco Feliciano (PL) - 122.119 votos
Ney Santos (Republicanos)- 118.566 votos
Carlos Zarattini (PT) - 117.608 votos
Edinho Silva (PT) - 115.341 votos
Nilto Tatto (PT) - 114.560 votos
Natália Boulos (PSOL) - 114.552 votos
Kiko Celeguim (PT) - 113.158 votos
Motta (PL) - 112.854 votos
Juliana Cardoso (PT) - 111.904 votos
Joao Paulo Cunha (PT) - 109.548 votos
Rodrigo Gambale (Podemos) - 106.901 votos
Dra. Sandra Tadeu (PL) - 106.471 votos
Enrico Misasi (MDB) - 106.225 votos
Coronel Telhada (PP) - 104.513 votos
Paulo Freire (PL) - 99.388 votos
Marcos Neves (PSD) - 98.359 votos
Jonas Donizette (PSB) - 97.335 votos
Miguel Lombardi (PL) - 96.333 votos
Saulo Pedroso (PSD) - 95.096 votos
Altair Moraes (Republicanos) - 94.770 votos
Jefferson Campos (PL) - 92.286 votos
Carlos Sampaio (PSD) - 91.902 votos
Maria Rosas (Republicanos) - 91.690 votos
Mario Frias (PL) - 91.403 votos
Delegado Paulo Bilynskyj (PL) - 90.363 votos
Carlos Bezerra Jr. (PSD) - 89.414 votos
Sirlange Manga (União Brasil) - 87.820 votos
Milton Leite Filho (União Brasil) - 71.631 votos
Adriana Ventura (Novo) - 69.083 votos
Eduardo Cury (MDB) - 66.860 votos
Wesley Cezar Lelinho (PL) - 66.673 votos
Gil Diniz (PL) - 63.398 votos
Edinho Araújo (PRD) - 54.443 votos
Sônia Guajajara (PSOL) - 54.207 votos
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