Mulher que perdeu marido e filho de 4 anos em operações policiais é presa por lavagem de dinheiro
03/11/2026
(Foto: Reprodução) Mãe de Ryan e esposa de Leonel, mortos em operações policiais, Beatriz da Silva Rosa é presa em Santos, SP
Polícia Civil e Arquivo Pessoal
A cozinheira Beatriz da Silva Rosa, de 31 anos, foi presa em Santos, no litoral de São Paulo, nesta terça-feira (3). Segundo a Polícia Civil, ela era procurada por suspeita de lavar dinheiro do tráfico de drogas do marido, Leonel Andrade Santos, morto por policiais durante a Operação Verão, em 2024.
Beatriz e Leonel eram pais de Ryan da Silva Andrade, de quatro anos, que morreu após ser atingido pelo disparo de um policial militar enquanto brincava na rua. As mortes do pai e do filho ocorreram durante confrontos policiais no Morro São Bento, em um intervalo de nove meses (veja mais abaixo).
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A prisão de Beatriz ocorreu após o sistema de inteligência da Polícia Federal identificá-la em uma agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), no bairro Boqueirão. A informação foi repassada ao 3º Distrito Policial (DP), que enviou uma equipe ao local. Ela estava na agência para realizar uma perícia médica referente a um auxílio-doença.
De acordo com o boletim de ocorrência (BO), os policiais abordaram a mulher e constataram que havia um mandado de prisão expedido pelo Departamento Estadual de Execução Criminal de Santos, da 7ª Região Administrativa Judiciária. A ordem judicial era válida até o dia 3 de março de 2038.
Agora no g1
Ainda segundo o registro policial, os agentes cumpriram o mandado de prisão contra Beatriz, e nenhum objeto ilícito foi encontrado durante a revista pessoal.
Em nota, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que a audiência de custódia será realizada nesta quarta-feira (4) e que o processo tramita sob segredo de justiça. A defesa de Beatriz não foi localizada.
Marido e filho
Leonel foi morto por agentes do 4º Batalhão de Choque em 9 de fevereiro de 2024, durante a Operação Verão. Familiares e vizinhos que testemunharam a ação informaram que os agentes chegaram atirando.
Na época, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que o homem foi baleado por apontar a arma para os policiais militares em uma ocorrência de tráfico de drogas.
Caso ocorreu no Morro São Bento, em Santos (SP). Ryan, de 4 anos, estava brincando na rua quando foi atingido.
Redes sociais e Arquivo Pessoal
Sobre o caso de Ryan, o Ministério Público arquivou a investigação após a promotoria concluir que o tiro ocorreu em legítima defesa no confronto com suspeitos armados e que a morte da criança foi um resultado imprevisível. Na ocasião, a defesa da família informou que recorreria da decisão.
Em 5 de novembro de 2024, policiais perseguiam dois adolescentes suspeitos de crimes — um deles, identificado como Gregory Ribeiro Vasconcelos, morreu e outro ficou ferido. Durante a ação, Ryan estava brincando com outras crianças na calçada, quando foi atingido por um disparo no abdômen.
Laudo conclui que tiro que matou menino Ryan partiu de arma de PM em Santos
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