Operação contra golpe do 'falso advogado' prende suspeitos de movimentar R$ 10 milhões em SP
19/05/2026
(Foto: Reprodução) Operação contra golpe do 'falso advogado' prende suspeitos de movimentar R$ 10 milhões
Uma organização criminosa suspeita de movimentar mais de R$ 10 milhões com o golpe do “falso advogado” foi alvo de uma operação da Polícia Civil de São José do Rio Preto (SP), em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), na manhã desta terça-feira (19).
Segundo apurado pela TV TEM, a polícia cumpre dez mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de bens e valores para ressarcir as vítimas. Até as 9h desta terça-feira, oito pessoas foram presas na Grande São Paulo e no litoral paulista.
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De acordo com as investigações, a quadrilha movimentou cerca de R$ 10 milhões em apenas seis meses, entre outubro do ano passado e abril deste ano, utilizando indevidamente nomes de advogados e falsas decisões judiciais para enganar vítimas.
A reportagem apurou que uma das suspeitas movimentou sozinha R$ 3 milhões nas fraudes digitais. A investigação apontou ao menos 12 vítimas da quadrilha no noroeste paulista, em cidades como Novo Horizonte, Paulínia e Bauru (SP).
Um morador de São José do Rio Preto perdeu R$ 35 mil após acreditar nas mensagens enviadas pelos golpistas. “O número de vítimas e o prejuízo total podem ser ainda maiores, pois há casos que não houve registro”, afirmou o delegado da Seccional de Rio Preto, Everson Aparecido Contelli.
Os presos podem responder por estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Operação da Polícia Civil em Rio Preto (SP) contra golpe do 'falso advogado' prende suspeitos de movimentar R$ 10 milhões
Arquivo pessoal
Como funciona o golpe?
Os golpistas passam a ter acesso a dados básicos das vítimas, como nome completo e até detalhes sobre processos em andamento, e entram em contato alegando a necessidade de pagamento de taxas ou impostos para a liberação de valores supostamente ganhos em ações judiciais.
O grupo entrava em contato por meio de uma central telefônica para convencer clientes. Em alguns casos, o esquema utilizava tecnologia para reproduzir a voz real dos advogados.
Golpe do falso advogado: quadrilhas usam dados reais da Justiça para roubar vítimas
Golpe da ‘Mão Fantasma’
Outra operação da Polícia Civil de Rio Preto cumpriu três mandados de busca e apreensão na Zona Sul de São Paulo, também na manhã desta terça-feira (19), contra suspeitos de aplicar o “Golpe da Mão Fantasma”, uma fraude virtual que permite aos criminosos controlar o celular das vítimas à distância e esvaziar contas bancárias.
Segundo a investigação, os suspeitos moram na região do Capão Redondo, na capital paulista. Durante a operação, os policiais apreenderam celulares e documentos. Três pessoas foram detidas e levadas para a delegacia para prestarem depoimento. Entre elas, o principal operador das contas bancárias, nas quais o dinheiro do golpe era aplicado.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo foi identificado após o rastreamento de contas bancárias usadas para receber o dinheiro retirado das vítimas. No golpe, os criminosos ligam para a vítima fingindo ser funcionários do setor de segurança de bancos e dizem que existe uma movimentação suspeita na conta bancária.
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Durante a conversa, convencem a pessoa a instalar aplicativos de acesso remoto no celular ou computador. A partir disso, os golpistas conseguem controlar o aparelho à distância e acessar aplicativos bancários sem que a vítima perceba
Com o controle do dispositivo, os criminosos fazem transferências, pagamentos e outras movimentações financeiras, causando prejuízos que podem chegar a valores altos em poucos minutos.
Segundo a polícia, os golpistas costumam usar informações pessoais reais para ganhar a confiança da vítima e tornar a fraude mais convincente. As investigações apontam que o grupo agia de forma organizada, utilizando contas de terceiros para dificultar o rastreamento do dinheiro.
A orientação é para que as pessoas nunca instalem aplicativos indicados por telefone e desconfiem de ligações em que supostos funcionários de bancos peçam acesso ao aparelho celular ou solicitem senhas e códigos de autenticação.
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