Para combater furtos, produtores de café investem em segurança 24h e mudam estratégia de colheita em Franca
19/05/2026
(Foto: Reprodução) Produtores de café em Franca reforçam segurança para evitar furtos e roubos na safra
Produtores de café na região de Franca (SP) estão investindo em novas estratégias de segurança para combater o aumento de furtos nas lavouras, impulsionado pela valorização do produto no mercado.
Com a saca vendida por mais de R$ 1,6 mil, fazendas têm se tornado alvo de ladrões, o que tem levado cafeicultores a adotar desde vigilância 24 horas até a criação de grupos de comunicação em aplicativos.
"As fazendas, as propriedades se unirem para estar vigiando sempre uma movimentação diferente nas lavouras, talvez até contratar uma segurança durante esse período", afirma o engenheiro agrônomo Lucas Ubiali.
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A EPTV, afiliada da TV Globo, pediu um posicionamento para a Secretaria de Segurança Pública sobre os furtos de café na região, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
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Novas táticas
De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra 2026 de café deve ter um aumento de 17% com relação ao ciclo anterior, o que não deve ser diferente em polos produtores como a Alta Mogiana.
Mas a boa expectativa também vem acompanhada de uma preocupação dos produtores rurais, por conta da alta do preço do grão e da segurança das fazendas.
"A fazenda é monitorada por câmeras, então toda entrada e saída de visitante, todo pessoal que frequenta a fazenda a gente faz um controle e a gente opta pela vigilância 24 horas", afirma o gerente de qualidade Douglas Patrocínio.
Além do reforço no monitoramento, os produtores estão alterando a logística da colheita. A nova estratégia consiste em priorizar áreas mais vulneráveis.
"Ter uma atenção na colheita das áreas. O produtor escolher, começar a colher as plantas que estão próximas às áreas urbanas, próximo às cidades, ou próximo a rodovias, pra gente poder tirar e deixar o mais longe possível dos ladrões esse fruto, principalmente o fruto no pé", afirma Lucas Ubiali.
Outra alternativa é a criação de grupos de mensagens para trocar informações rapidamente sobre veículos ou pessoas estranhas circulando perto das propriedades.
"São grupos de produtores pelo WhatsApp, que se comunicam para que tragam informações sobre alguma coisa que esteja acontecendo ou até mesmo um incêndio", afirma José Henrique Mendonça, presidente do Sindicato Rural de Franca.
Produção de café na região de Franca (SP).
Lindomar Cailton/EPTV
Prisões e registros
A onda de crimes tem resultado em prisões. No último fim de semana, a Polícia Militar recuperou 16 sacas de café furtadas em Cristais Paulista (SP) e prendeu duas pessoas. No fim de abril, quatro lavradores também foram detidos por furto de café direto da lavoura.
Mendonça ressalta a importância de registrar boletins de ocorrência para que as autoridades possam mapear as áreas de maior risco.
"Nós precisamos do registro desse boletim de ocorrência (...) para que a gente entenda onde é que está tendo a maior ação de roubo ou furto", diz.
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