Polícia apreende seis celulares em operação contra golpes com falsos comprovantes de Pix no interior de SP
28/08/2026
(Foto: Reprodução) Seis celulares foram apreendidos durante a operação, em Presidente Prudente (SP)
Polícia Civil/Divulgação
A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (28), a “Operação Recidiva” para cumprir quatro mandados de busca e apreensão em uma investigação sobre golpes cometidos com falsos comprovantes de pagamento via Pix, em Presidente Prudente (SP).
A investigação começou após o proprietário de uma pizzaria perceber que diversos pedidos haviam sido entregues mediante o envio de supostos comprovantes de pagamento, mas os valores não tinham sido efetivamente creditados na conta do estabelecimento.
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Segundo a Polícia Civil, seis pedidos foram entregues e causaram um prejuízo de R$ 2.374,40. Outros três pedidos foram identificados antes da entrega e interrompidos, o que evitou um prejuízo maior.
As apurações identificaram uma sequência de pedidos com dinâmica semelhante: os suspeitos solicitavam os produtos, indicavam endereços para entrega e, depois, encaminhavam comprovantes de pagamento que não correspondiam a transações realizadas.
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Operação
Com o avanço das investigações, a Polícia Civil reuniu elementos que fundamentaram o pedido de quatro mandados de busca e apreensão, cumpridos simultaneamente nesta sexta-feira.
Durante as diligências, foram apreendidos seis aparelhos celulares. Os dispositivos foram localizados em poder dos investigados, em quartos utilizados por eles e em outro imóvel relacionado à investigação.
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Em uma das buscas, um dos investigados afirmou inicialmente não possuir aparelho celular. Após as buscas no imóvel, porém, um telefone foi localizado escondido sob o colchão de uma cama e apreendido.
Os celulares serão encaminhados ao Instituto de Criminalística de Presidente Prudente para exames periciais. O objetivo é extrair e analisar dados que possam ajudar no esclarecimento dos fatos, na identificação de outros possíveis envolvidos e na individualização das condutas investigadas.
O nome da operação, “Recidiva”, faz referência ao histórico criminal de um dos investigados. Segundo a Polícia Civil, ele já foi condenado, em primeira instância, em duas oportunidades pela prática reiterada do mesmo tipo de crime, também envolvendo fraudes eletrônicas contra estabelecimentos comerciais do ramo alimentício.
Nas ocorrências anteriores, conforme a corporação, a dinâmica era semelhante à investigada atualmente: pedidos de alimentos por meios eletrônicos, indicação de endereço para entrega e envio de comprovantes falsos de pagamento via Pix, fazendo com que os estabelecimentos entregassem os produtos sem receber os valores.
As investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos, especialmente dos dados que serão extraídos dos aparelhos celulares.
Alerta aos comerciantes
A Polícia Civil orienta comerciantes, principalmente de estabelecimentos que trabalham com grande volume de pedidos e pagamentos digitais, a conferirem se os valores foram efetivamente recebidos antes de liberar ou entregar os produtos.
Segundo a corporação, criminosos podem utilizar comprovantes falsificados ou adulterados para simular pagamentos que não foram realizados. O recebimento de um comprovante não significa que o pagamento foi efetivamente concluído.
A orientação é que os estabelecimentos adotem rotinas internas de conferência e, sempre que possível, confirmem o ingresso do valor na conta antes da entrega da mercadoria.
Também é recomendável fazer a conferência diária entre pedidos, vendas e créditos recebidos, principalmente em locais com grande fluxo de atendimento. A medida permite identificar rapidamente eventuais divergências e evitar a repetição de fraudes.
Em caso de suspeita, a Polícia Civil orienta que sejam preservados comprovantes, conversas, números utilizados nos contatos, registros dos pedidos, endereços de entrega e demais informações disponíveis. O fato deve ser comunicado à polícia.
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