Porto de Santos reforça proteção contra o vírus Ebola após surto no Congo; saiba mais
04/08/2026
(Foto: Reprodução) Ebola tem recorde de crescimento na República Democrática do Congo
O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, têm intensificado as preparações para proteção contra a Doença do Vírus Ebola (DVE). Um surto do vírus na República Democrática do Congo fez com que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarasse estado de emergência global, durante assembleia realizada em maio.
📢 O anúncio foi discutido na abertura da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, que aconteceu entre 18 a 23 de maio, no Palácio das Nações, em Genebra, na Suíça.
Com a medida da OMS, a Autoridade Portuária de Santos (APS) está reforçando ações de controle das embarcações vindas do exterior desde o mês de junho, em parceria com o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Santos e com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
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As iniciativas realizadas incluem treinamentos para os profissionais que atuam no ambiente portuário e integração entre as instituições responsáveis para respostas à emergências de saúde pública, segundo a APS.
Em junho, profissionais de praticagem participaram de um exercício sobre o uso do equipamento de proteção individual, voltado para situações em que precisem embarcar em navios com suspeita do vírus. O treinamento também abordou formas de transmissão, sinais clínicos e medidas de prevenção.
No início de julho, as equipes médicas do Porto também participaram de uma revisão de aspectos da doença e utilização dos aparelhos de proteção.
O atual Plano de Contingência para Eventos de Saúde Pública também foi detalhado, com foco para atendimentos de casos suspeitos a bordo e resposta a óbito suspeito durante a viagem.
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ACS/Divulgação
Doença do Vírus Ebola (DVE)
Segundo dados divulgados pela organização, já foram registados mais de 600 casos suspeitos e cerca de 139 mortes potencialmente associadas à doença, com pelo menos quatro profissionais de saúde tendo morrido nas áreas afetadas.
De acordo com a OMS, a taxa média de letalidade da doença é de cerca de 50%. Em surtos anteriores, as taxas variaram entre 25% e 90%.
Apesar da gravidade da situação, a OMS esclareceu que o surto do vírus (Bundibugyo) não preenche os critérios para ser considerado como uma emergência pandêmica.