Presos e familiares de unidades prisionais do Oeste Paulista trocam quase 1 milhão de cartas em 2026

  • 20/10/2026
(Foto: Reprodução)
Complexo Penal de Tupi Paulista (SP) Gustavo Luz/TV TEM S Presos e familiares de unidades prisionais da região de Presidente Prudente (SP) trocaram quase um milhão de cartas entre janeiro e setembro deste ano, conforme a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). Os números disponibilizados pela SAP ao g1 reforçam a reintegração social entre os detentos e as famílias. 📲 Participe do canal do g1 Presidente Prudente e Região no WhatsApp Nas unidades da Coordenadoria de Execução Penal da Região Oeste do estado (Ceproeste), que inclui 36 complexos penais e unidades prisionais, de janeiro a setembro deste ano, foram enviadas 539.818 correspondências e recebidas 431.769. Veja os vídeos que estão em alta no g1 LEIA TAMBÉM Polícia Civil investiga desvio de quase R$ 3 milhões de contas da Prefeitura de Caiabu Idosa de 84 anos é amarrada, amordaçada e agredida durante tentativa de roubo dentro de casa no interior de SP Advogada morre após carro bater contra árvore em rodovia em Santo Expedito Em 2025, também nas unidades da Ceproeste, foram 625.345 correspondências enviadas e 512.400 recebidas, enquanto, em 2024, foram 637.978 enviadas e 530.957 recebidas. Considerando todas as unidades prisionais do estado de São Paulo, em 2025, foram enviadas mais de 1,6 milhão de correspondências e recebidas 1,6 milhão. Em 2024, foram 1,5 milhão de correspondências enviadas e quase 1,5 milhão recebidas. Conforme a Polícia Penal do Estado de SP, as correspondências recebidas e expedidas pelas pessoas presas são recepcionadas pelos setores de Portaria e Segurança. O chefe de Serviço Regional Oeste do Programa de Atenção à Pessoa Egressa e Família, Jean Zocatelli, explicou que a troca de cartas é um direito garantido por lei e também contribui para fortalecer os vínculos afetivos. "A correspondência entre as pessoas privadas de liberdade e seus familiares, assegurada pela Lei de Execução Penal, constitui importante instrumento para a preservação e o fortalecimento dos vínculos familiares, contribuindo para a manutenção dos laços afetivos durante o período de privação de liberdade", destacou. Presos e familiares de unidades prisionais do Oeste Paulista trocam quase 1 milhão de cartas em 2026 Reprodução/SAP Fiscalização Antes da entrega aos respectivos destinatários, as cartas passam por conferência da identificação do remetente e do destinatário, inspeção física e demais procedimentos de fiscalização previstos. Segundo a Secretaria da Administração Penitenciária, em casos de indícios de irregularidade nas cartas, são adotadas as providências administrativas cabíveis. Esta atividade integra a rotina operacional dos estabelecimentos penais e é executada por policiais penais designados conforme a necessidade do serviço, segundo a pasta. A SAP também informou que não há um quantitativo fixo de servidores exclusivamente destinado a essa atribuição. Além disso, também não é possível contabilizar individualmente as correspondências recebidas e enviadas por cada reeducanda. No caso, é feito um quantitativo geral das correspondências movimentadas. Dentre as detentas que costumam trocar cartas com a família, está a advogada e influenciadora Deolane Bezerra, presa em Tupi Paulista (SP). Em uma das correspondências, enviada à mãe dela, Solange Bezerra, e divulgada nas redes sociais no dia 8 de setembro, a influenciadora afirma que está bem e que foi vítima de uma “acusação falsa”. Deolane está presa desde maio pela Operação Vérnix, que apura um esquema de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). Solange Bezerra compartilhou a carta da filha, Deolane, nas redes sociais; advogada está presa por suposto envolvimento com o PCC Reprodução/Redes Sociais Contatos por telefone Se as cartas garantem o vínculo por escrito, por telefone a comunicação com as unidades costuma enfrentar dificuldades. No início de outubro, diversas famílias entraram em contato com o g1 após não conseguirem contato com a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista (SP). A unidade conta com ao menos 12 números diferentes de telefone com o código 018 de Discagem Direta à Distância (DDD), e eles não funcionavam. Os motivos do contato da família com a unidade prisional são para confirmar vários assuntos, como a renovação da carteirinha para visitação, documentação e a situação da reeducada, segundo os relatos. Em nota, a SAP afirmou que as linhas telefônicas da unidade apresentavam instabilidade em decorrência de falhas em equipamentos externos. Os reparos já estavam sendo realizados pelo setor técnico competente. Segundo as famílias, a situação foi normalizada a partir de terça-feira, 13 de outubro, após ficarem sem conseguir contato desde o dia 4 de setembro. A SAP também confirmou que o sistema de telefonia foi restabelecido na data. Além disso, a Polícia Penal do Estado de São Paulo informou que os canais de atendimento digital da Penitenciária Feminina de Tupi Paulista permanecem ativos e operantes. A SAP orientou que os atendimentos aos familiares e ao público externo estavam sendo feitos por WhatsApp automatizado, no número (18) 3851-9628, e por e-mail: pftupi@sp.gov.br. Initial plugin text Veja mais notícias no g1 Presidente Prudente e Região VÍDEOS: assista às reportagens da TV TEM

FONTE: https://g1.globo.com/sp/presidente-prudente-e-regiao/noticia/2026/10/20/presos-e-familiares-de-unidades-prisionais-do-oeste-paulista-trocam-quase-1-milhao-de-cartas-em-2026.ghtml


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